A TRANSCRIÇÃO DE UM MANUSCRITO ECLESIÁSTICO SETECENTISTA PARA A PESQUISA NA ÁREA DE LINGUÍSTICA HISTÓRICA

Soélis Teixeira do Prado Mendes, Christiane Benones de Oliveira

Resumo


Resumo: Como não existe outra forma de pesquisar a língua pretérita que não seja por meio de documentação escrita, o corpus que servirá de análise deverá refletir fielmente o testemunho transcrito, do contrário os resultados alcançados podem ser enviesados.  Assim, pretendemos apresentar e discutir a transcrição de um documento, que é parte de um processo intitulado  De Genere Vita et Moribus, de Francisco de Paula Meireles (1779), feita com critérios filológicos. Tais critérios permitem respeitar o texto original, o que possibilita ao linguista diacronista conhecer o uso linguístico de um estágio passado da língua. Os dados apresentados são o resultado parcial de uma pesquisa realizada na UFOP. (Ed.14/2014/programa institucional de voluntários de iniciação científica da UFOP – 1º. semestre).

Palavras-chave: Manuscritos, Critérios Filológicos, Pesquisa Diacrônica

Abstract: Since there is no way to research old language other than doing it by examining written documents, the corpus to be analysed may accurately reflect the transcript of the testimony. Otherwise, the results could be biased. We therefore intend to present and discuss the transcript of a document that is part of a process named De Genere Vita et Morbius, by Francisco de Paula Meireles (1779). The transcription followed philological criteria, which enables the original text to be faithful and permit the diachronic linguist to be aware of an earlier usage of language. The presented data consist of the partial results of a research carried out at the Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP. (Ed.14/2014/ programa institucional de voluntários de iniciação científica da UFOP – 1º semester5).
Keywords: Manuscripts, Philological Criteria, Diachronic Research.

Recebido em: 28/05/2016  – Aceito em 17/06/2016


Palavras-chave


Manuscritos, Critérios Filológicos, Pesquisa Diacrônica

Texto completo:

PDF

Referências


ACIOLI, V. L. C. A escrita no Brasil colônia: um guia para a leitura de documentos manuscritos. Recife: Massangana/Fundação Joaquim Nabuco, 2003.

ANDRADE, E. A. Aspectos paleográficos em manuscritos dos séculos XVIII e XIX. Filologia e Linguística Portuguesa, nº 10/11, ISSN 1517-4530, FFLCH/USP, São Paulo, p. 149-172, 2010.

BYNON, T. Historical linguistics. London: Cambridge University Press, 1983.

CAMBRAIA, C. N. Introdução à crítica textual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

CAMBRAIA, C.N. et al. Normas para transcrição de documentos manuscritos para a História do Português do Brasil. In: MATOS E SILVA, R.V. (org.). Para a História do Português Brasileiro. Vol. II: Primeiros Estudos. Tomo II. SP: Humanitas/FFLCH/FAPESP. 2001. p. 552-555.

CARNEIRO, M. L. T. Preconceito Racial em Portugal e Brasil Colônia: os

cristãos-novos e o mito da pureza de sangue. São Paulo: Perspectiva, 2005.

FACHIN, P. R. M. Descaminhos e dificuldades: leitura de manuscritos do

século XVIII. Goiânia: Trilhas Urbanas, 2008.

FARACO, C. A. Linguística Histórica. São Paulo Ática. 1991.

MARTINS, A. M. Emergência e generalização do português escrito: de D.

Afonso Henriques a D. Dinis. In: MATEUS, M. H. M. (org.). Caminhos do

português. Lisboa: Biblioteca Nacional, 2001PICCHIO, L. S. Lição do texto filologia e literatura i – idade média. São Paulo: Martins, 1979. , p. 23-71.

MENDES, S. T. do P. Combinações lexicais restritas em manuscritos

setecentistas de dupla concepção discursiva: escrita e oral. Tese (Doutorado em Estudos Linguísticos) –BeloHorizonte: Faculdade de Letras/UFMG, 2008.

RONAI, P. Não perca o seu latim. RJ: Nova Fronteira, 1980.

VILLALTA, L. C. A Igreja, a sociedade e o clero. In: RESENDE, M. E. L. de & VILLALTA, L. C. (org.) História de Minas: As Minas Setecentistas. Vol. II. Belo Horizonte: Autêntica; Companhia do Tempo, 2007, p. 25-57.

Fontes Manuscritas

AEAM – Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana, Minas Gerais.

Processo De Genere Vita et Moribus de Francisco de Paula Meireles. 1779. Armário 04, pasta 604.


##plugins.generic.alm.title##

##plugins.generic.alm.loading##

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.

Comentários sobre o artigo

Visualizar todos os comentários
 |  Incluir comentário

Direitos autorais 2016 Soélis Teixeira do Prado Mendes, Christiane Benones de Oliveira, Christiane Benones de Oliveira

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.