Portal de Revistas Eletrônicas do UniBH


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Todo acervo do Portal possui acesso livre e a submissão de trabalhos científicos inéditos se encontra aberta, em fluxo contínuo, através da plataforma de software livre SEER.

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CHAMADA DE ARTIGOS PARA O PRÓXIMO NÚMERO- ATÉ 31 DE MAIO DE 2016!

Dossiê: MÚSICA, LINGUAGEM E SOCIEDADE

O debate acerca das relações entre arte e pesquisa gera uma multiplicidade de interpretações por parte dos artistas e dos pesquisadores. Diversos especialistas defendem que há uma contradição entre arte e pesquisa. Os defensores desta ideia argumentam que o próprio fazer artístico compreenderia em si mesmo um trabalho de pesquisa. Em outras palavras, o próprio “fazer artístico” compreenderia, por sua natureza, os pressupostos de uma pesquisa que busca um estatuto científico. Entre o domínio do saber e o domínio do fazer, o lugar da arte entre a reflexão cientifica e a criação se encontra no centro de um debate que por muitas vezes se apresenta de forma tensa. Pensando a arte deste os gregos, passando pelo renascimento, este tema retorna com vigor atualmente. Contexto de reavaliação dos diálogos entre os mais diversos campos do conhecimento.

 No mundo contemporâneo a fragmentação do conhecimento e o diãlogo entre os diversos saberes constroem novas possibilidades. Tanto o artista quanto o pesquisador atuam no campo do fazer quanto da reflexão. Percebem-se hoje em dia duas concepções: “a pesquisa em arte” e a “pesquisa sobre arte”. A primeira se refere à pesquisa sobre o processo de criação do artista, delimita a pesquisa em torno do campo do artista-pesquisador a partir do processo de instauração de seu trabalho plástico ou de criação musical, questões teóricas e poéticas suscitadas a partir de sua prática. A pesquisa sobre arte diz respeito à teoria crítica e à história. Neste caso, o foco é o estudo do produto final, seus diferentes significados sociais, sua semântica, circulação e legitimação num contexto social.

 Por um lado, a Música se define como campo de pesquisa por meio de uma variedade de temáticas e metodologias próprias da área e, mesmo em diálogo com outras disciplinas, tais como, filosofia, psicologia, sociologia, história ou antropologia, o foco se mantém atrelado às questões próprias à arte musical. De acordo com as tabelas de áreas do Cnpq, a Música está definida dentro da grande área de Linguística, Letras e Artes.  Teoria Musical, Musicologia, Educação Musical, Práticas Interpretativas, Música e Saúde, Música e Tecnologia, Produção Musical, Gestão Musical compõem os seus diferentes campos de conhecimento. Todos estes com suas particularidades, mas que às vezes apresentam fronteiras tênues, pois com o avanço da pesquisa em música estes passaram a dialogar entre si ao passo em que os trabalhos tomam complexidade na construção do objeto de análise.

 Por outro lado, a música vem se tornando objeto de pesquisa de outras áreas do conhecimento, em especial as ciências sociais e a filosofia.  A partir de metodologias particulares à suas áreas, antropólogos voltados para o estudo da etnomusicologia, historiadores e sociólogos voltados para o estudo da música enquanto fonte/objeto em relação à cultura e à sociedade, filósofos que trabalham no campo da linguagem musical, dentre outros diálogos, trazem à tona objetos de estudo que dialogam com a linguagem musical ou com as diferentes conexões entre esta e as diferentes sociedades no tempo.

 Desta forma, as possíveis fronteiras construídas entre “pesquisa em arte” e “pesquisa sobre arte” passam a ser tornar mais porosas influenciadas pela complexidade dos diálogos estabelecidos pelas pesquisas mais recentes. É com esta perspectiva que a Revista E- Hum recebe propostas de artigos, resenhas, críticas documentais para compor o referido dossiê, no intuito de difundir o conhecimento e contribuir com a produção acadêmica que tenha a música como tema/objeto privilegiado.

 

Loque Arcanjo Jr.                              Rangel Cerceau Netto

Organizador do Dossiê                      Editor da Revista E-hum

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